Ajudar ao Próximo

 
Se tem uma coisa que sempre aprendi foi que deveria ajudar alguém sempre que pudesse. Esse é apenas um dos valores que me foram atribuídos ao longo da minha formação como pessoa e parte participante da sociedade. Mas isso tem se perdido muito nos dias de hoje, as pessoas tem sempre a necessidade de olhar para si mesmas e tentar satisfazer os seus próprios desejos não importando as necessidades alheias. Não digo que essa necessidade implique necessariamente em prejudicar ao seu próximo, mas apenas na simples e comum omissão.
Essa semana estava indo para meu trabalho de ônibus, quando uma pessoa entrou para pedir dinheiro. Antes de chegar nesse ponto esse senhor contou sua trágica história e como um pai de família acabou saindo de sua terra em vão com uma promessa de emprego que se perdeu enquanto ele vinha cheio de esperanças. Contou também como houveram pessoas de bom coração que o ajudaram a sair de Goiânia para poder vir à Brasília para conseguir ajuda e voltar para sua casa.

Em sua terra não havia trabalho disponível, e como ele está com mais de 60 anos não se encontra emprego tão fácil. Mas sua família está passando necessidade, por isso na primeira oportunidade real de emprego saiu de lá e foi para Goiânia tentar ganhar dinheiro. Quando chegou, a pessoa que prometeu ajuda havia perdido seu próprio emprego e se mudado com a família para Belo Horizonte. Então lá estava ele, sem dinheiro e sem lugar para ficar. Uma agente social o ajudou a vir para Brasília para ele poder pedir ajuda a alguns Órgãos Públicos e retornar para sua casa, mas nada aqui em Brasília é tão fácil como se imagina. Ele acabou pernoitando num albergue para imigrantes em Taguatinga (cidade satélite do DF) enquanto durante o dia pedia dinheiro para poder comprar sua passagem e voltar para casa, ainda sem perspectiva de trabalho.
Posso parecer uma pessoa de coração mole, mas normalmente não sou. Raramente dou dinheiro para pessoas que pedem, pois a grande maioria está mentindo ou pedindo dinheiro para comprar drogas. Mas quando olhei nos olhos daquele senhor eu vi o desespero e a sinceridade de suas palavras. Aquilo partiu meu coração. Ajudei com o que podia e se pudesse ajudava mais.
A nossa sociedade hoje não permite a participação ativa de membros com idade maior de 50 anos. Disso eu sei, pois meu pai ficou sem trabalho por alguns anos até conseguir algum devido a sua idade. As empresas simplesmente não contratam pessoas com mais de 45 anos, ou pelo menos evitam ao máximo. Para esses conglomerados, pessoas nessa idade não são interessantes apesar de terem uma experiência e bagagens únicas.
Essa situação me fez pensar em outras coisas também, como o que você é capaz de fazer quando está desesperado. Esse senhor escolheu pedir dinheiro, juntar a passagem e voltar para casa. Porém muitos escolhem roubar e até mesmo matar. O desespero faz você agir com extremo. Já pensou no que seria capaz de fazer se estivesse desesperado? Se iria ou não infringir regras morais ou até mesmo valores dependendo da situação?

 

Quando estiver mais estabilizada financeiramente pretendo ajudar alguma instituição financeira. Ajudar o outro me traz um prazer único. Eu não espero nada em troca, apenas ajudo. Foi assim que meus pais me ensinaram a fazer e a Bíblia também me ensina a agir. Apenas procuro fazer ao próximo o que gostariam que fizessem por mim. Se mais pessoas pensassem e agissem assim teríamos menos violência e mais amor.

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4 Comentários

  1. o ato de ajudar o próximo é sempre lindo e gratificante..
    fiquei com o coração partido, pensando no homem contando a sua história, e com certeza, ele não é o único que esta passando por isso… e vc ke continue sendo essa menina linda com o coração enorme <3 pessoas como você são raras.. grande beijo.. http://www.blahoestraich.com.br

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