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Grace de Mônaco – Cindy De La Hoz

09/11/2014

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Uns preferem Judy Garland, outros Audrey Hepburn, eu prefiro Grace Kelly. E não é porque ela se tornou a princesa de Mônaco, e sim por tudo o que ela realizou e por todos os relatos de pessoas próximas a ela, e sobre quem ela era.
 
 
Neste livro temos uma fotobiografia completa sobre a vida de Grace, desde criança até sua morte. O que mais gostei é que fala de tudo o que ela fez, filmes, séries de TV. Tudo mesmo. O livro está divido por assuntos e o único ponto negativo que vi é que dentro desses assuntos não colocaram os fatos numa ordem cronológica e aí fica um pouco confuso de inicio, até o leitor pegar o jeito da narrativa. As fotos são incríveis e podemos sentir a sinceridade de Grace através das palavras de Cindy, citações de Grace e amigos.
Grace tinha três irmãos e sempre foi a mais tímida e quieta da família. Seu pai fez fortuna no campo da construção e isso não era bem visto pelas pessoas de elite da Filadélfia. O lema de seu pai, Jack Kelly, fez com que Grace realizasse coisas maravilhosas: “Jamais seja uma pessoa que recebe e não dá nada em troca. Tudo deve ser conquistado, com trabalho, persistência e honestidade.”.

 
Quando Grace manifestou que gostaria de ser atriz, esse fato não foi bem aceito pela família e todos achavam que era um capricho e que logo passaria. Tentou entrar em Bennington, pois tinha um excelente curso de dança e Grace fazia ballet, mas não conseguiu. Com isso, voltou sua total atenção para a American Academy of Dramatic Arts de Nova York, na qual ingressou. Mudou-se para Nova York. No inicio seu pai ajudava financeiramente, mas logo conseguiu trabalhos como modelo e além de se manter conseguiu devolver todo o dinheiro gasto por seu pai.
 
Grace Kelly e Clark Glabe em Mogambo
 
Seu foco era o teatro, mas só conseguiu participar de uma peça na Broadway, The Father, e depois fez algumas séries de TV. Com uma participação desfavorável no filme Fourteen Hours, apareceu uma oportunidade melhor posteriormente, ser coadjuvante de Gary Cooper em High Noon. Apesar de ninguém ter ficado impressionado com sua atuação, esse filme abriu as portas de Hollywood para ela. Foi então que apareceu uma proposta incrível, um contrato com a MGM por sete anos e o primeiro trabalho seria o filme Mogambo, que seria filmado na África. Ela não queria estar presa a um grande estúdio, mas a proposta de filmar na África era muito tentadora. Acabou fechando o contrato com uma série de restrições e daí por diante sua carreira deslanchou.
 
Cerimônia do Oscar de 1955
 
Grace dava muito trabalho para os fotógrafos, não quando tiravam as fotos, mas no trabalho de seleção posterior. Ela apagava qualquer foto que aparecesse demais seus seios ou fotos em que seus olhos estavam mais lascivos. Não aceitava ter esses tipos de retratos dela. Era uma católica fervorosa e tinha manias por luvas e chapéus. Recebeu o Oscar de melhor atriz pela atuação em Amar é Sofrer em 1955.
 
Príncipe Rainier e Princesa Grace
 
Teve uma infinidade de romances com seus pares de cinema, mas quem amou realmente foi o Príncipe Rainier de Mônaco. Conheceram-se numa sessão de fotos conjunta para Paris Mach, que queria juntar uma estrela do cinema com um príncipe de verdade. Grace chegou atrasada no dia, mas surpresa ficou quando descobriu que o príncipe estava mais atrasado. Ela chegou a ficar aborrecida e quando estava pronta para ir embora ele chegou. Tudo foi extremamente rápido. A declaração de Grace sobre isso foi: “Eu já estive apaixonada antes, mas nunca como desta vez.”. Noivaram em 1956 e em 19 de abril de 1956 houve o casamento do século.
 
Grace em Alta Sociedade
 
Como a MGM estava perdendo uma de suas atrizes mais famosa, Grace aceitou que gravassem seu casamento e que fizessem a cobertura como se fosse um filme. MGM deu de presente para o enxoval de casamento grande parte do figurino que usou em seu último filme Alta Sociedade.
 
Bastidores do Filme Alta Sociedade
 
Sua lua de mel foi um cruzeiro ao redor do Mediterrâneo e logo procurou se adaptar para sua nova vida. Cometeu muitas gafes até se acostumar com seus novos afazeres. Chegou a receber uma nova proposta de filme do seu grande amigo Alfred Hitchcook, a qual chegou a considerar e por fim rejeitou. Teve três filhos e se dedicou a muitas obras de caridade. Numa manhã de setembro de 1982, Grace nos deixou, gostaria de finalizar com uma frase de Grace Kelly no ano de sua morte.
 
 
“Eu gostaria de ser lembrada como alguém que realizou feitos úteis e que foi uma boa pessoa e afetuosa. Gostaria de deixar a lembrança de um ser humano que agiu corretamente e que fez o melhor que pode para ajudar os outros.”
Grace Kelly, 1982


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2 Comentários

  • Reply Hangover at 16 (contato) 19/11/2014 at 11:27 pm

    Adorei o post! Confesso que conhecia bem pouco (quase nada) sobre ela, e foi muito bom saber mais a respeito. Esses livros de bibliografia são ótimos, a gente acaba descobrindo que aconteceu muita coisa na vida dos nossos próprios ídolos que nem fazíamos menor ideia

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

  • Reply Kelen Vasconcelos 20/11/2014 at 2:14 am

    O mais legal do livro Carol é q quando vc começa a ler não consegue parar. Levei cerca de uns 2 ou 3 dias para ler o livro. Além de tudo tem fotos maravilhosas dela, inclusive de início de carreira. Esse livro é mais uma fotobiografia =)

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