Stranger Things

Os leitores que seguem meu blog há algum tempo já devem ter percebido que não ligo muito para modinha, verdade seja dita. Um bom exemplo disso é não ter nenhum post sobre Games of Thrones por aqui. Eu tentei ver essa série, mas não curti, talvez tente em outro momento, não sei. Por enquanto eu posso dizer que não curto GOT. E normalmente compartilho com vocês o que curto.

A série Stranger Things da Netflix estreou ano passado e eu percebi que fez muito sucesso, mas ficava com um pé atrás, não tinha certeza se iria curtir. Cheguei a ler algumas resenhas, mas não me interessou muito então comecei a cortar os spoilers. Então num dos feriados de novembro pensei, já que saiu a segunda temporada porque não ver logo as duas? Vi tudo em menos de dois dias e trago hoje o que achei.

Na primeira temporada conhecemos quatro amigos nerds que não são muito aceitos pelos colegas em plena década de 80, então eles acabam fundando um grupo particular onde apenas os quatro participam e no qual gastam muito tempo jogando RPG de mesa (Dungeons & Dragons). Quando digo muito tempo, digo cerca de 10 ou mais horas por dia. Eles se interessam por ciência e coisas não explicadas. Tudo era normal na vida deles até o dia em que Will Byers (Noah Schnapp) desapareceu enquanto voltava para casa.

Enquanto isso num laboratório próximo um experimento não deu muito certo resultando na fulga de uma interna chamada Eleven (Millie Bobby Brown). Ela foi mantida sua vida inteira presa naquele laboratório, então não consegue se expressar bem e se relacionar normalmente com os outros. Aos poucos vai aprendendo mais palavras até encontrar o grupo de amigos de Will, liderado por Mike Wheeler (Finn Wolfhard) e composto também por Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin). Aos poucos eles vão percebendo que tudo está conectado e começam a procurar ativamente por seu amigo Will.

A irmã de Mike, Nany Wheeler (Natalia Dyer) e o irmão de Will, Jonathan (Charlie Heaton) também começam a fazer uma busca por Will e todos os grupos de busca acabam se encontrando e se apoiando na reta final. Dois personagens, além dos principais, que chamaram muita a minha atenção nessa primeira temporada foi a mãe de Will, Joyce (Winona Ryder) e o xerife Jim Hopper (David Harbour) que demostraram ter um afinidade e química absurda. A primeira temporada deixa um gancho para a segunda, apesar de ninguém saber na época se realmente teria uma segunda temporada.

A segunda temporada foi disponibilizada em 2017 e continua tendo um grande apoio do público que curtiu bastante e pediu por uma continuidade. Nela Will tenta levar uma vida normal apesar de surtos que anda sofrendo em diversos momentos durante o dia. O laboratório Nacional de Hawkins mudou de gestão e tenta concertar os erros que os antigos gestores cometeram então eles fazem um acompanhamento bem de perto sobre o quadro de Will. O pior é que tudo é novidade para eles também, e à medida que Will vai piorando nem os médicos mais sabem o que pode ser feito para resolver toda a confusão.

Mike sente muita falta de Eleven e esse tom depressivo o acompanha por mais da metade da série. Um contra ponto é à entrada de novos personagens que deixam os outros participantes do grupo de Mike tomarem um destaque maior. Além de Nancy e Jonathan voltarem a se unir por um objetivo que levam os dois a terem um maior conhecimento sobre si mesmos.

Essa segunda temporada é uma grande aposta no desenvolvimento dos personagens. Se tem algum que ficou mais apagado seria o Mike, todos os outros, incluindo a Eleven começam a se descobrir de uma forma mais profunda e também o que realmente desejam. Temos uma adição aos personagens principais bem colocada, Bob Newby (Sean Astin) que trouxe uma leveza e sinceridade muito grande para essa temporada inclusive no seu relacionamento com a Joyce.

A contextualização da série é incrível e continua incrível em toda segunda temporada. Fiquei sabendo que os escritores, os irmãos Matt e Ross Duffer, colocaram muito de suas experiências quando crianças na série o que deixa tudo muito realista. Eles conseguiram acompanhar o fluxo de tempo da época com lançamento de filmes no cinema da cidade e até com a campanha eleitoral dos políticos.

Desde o primeiro episódio que você vê é impossível não se sentir mergulhado naquela década. Como nasci em 86 consigo reconhecer muito daqueles traços, inclusive o fato de como os nerds eram marginalizados e sempre tinha alguém para implicar ou ofender de alguma forma. Hoje ser nerd pode ser pop ou estar na moda, mas antigamente precisava ser muito firme para ser quem você era, e normalmente os nerds de uma forma geral, eram mais verdadeiros do que “os populares” o que essa série demostra fielmente.

Seria difícil dizer qual é o meu personagem favorito, mas se fosse para escolher uma dupla seria Joyce e o xerife, eles passaram por muita coisa, quem sabem o relacionamento deles não venha evoluir na terceira temporada.

A atuação do elenco dispensa elogios, eles conseguiram reunir uma ótima equipe para a primeira temporada e todos os que entraram na segunda temporada conseguiram acompanhar o ritmo de atuação e qualidade. A trilha sonora foi muito bem escolhida e a caracterização dos personagens foi muito fiel à época. Fico feliz de ter tido a possibilidade de ver essa série já que traz tanta referência a minha infância, já que cheguei a pegar o finalzinho dos anos 80. É engraçado reconhecer até os penteados de cabelo da época que bombavam rsrsr. Se ainda não viram eu super indico e se já viram contem para mim o que acharam nos comentários ^^.

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6 Comentários

  1. Existem modinhas e modinhas né… O importante é você curtir o gênero. Eu também assisti poucos eps de GOT e nunca mais quis saber porque nada naquela série me agrada, mas já com Stranger Things aconteceu logo o contrário. Amo a série, mas reconheço que principalmente a segunda temporada teve lá seus defeitos. O problema das modinhas é que o pessoal baba ovo demais, e a gente vai assistir com a expectativa lá em cima e acabamos nos decepcionando quando até achamos a série legalzinha, mas nada demais como andam falando. ST é viciante mesmo! Também torço muito pela Joyce e o xerife na terceira temporada hahaha. Achei meio nada a ver os dois personagens novos, não acrescentaram nada… E os principais como a Eleven e o Mike ficaram bem por fora mesmo 🙁 quem sabe isso mude na próxima temp. Mas o personagem que eu passei a amar e não esperava isso é o Steve <3 evoluiu muito!! Ótima resenhaa!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br

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