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Especial Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada

10/02/2015
Crônica: A Viagem do Peregrino da Alvorada
Série: As Crônicas de Nárnia
Editora: VMF Martins Fontes

 

Sinopse: Lúcia e Edmundo, com seu odioso primo Eustáquio a tiracolo, embarcam numa incrível viagem de aventuras e descobertas, a bordo do imponente navio Peregrino da Alvorada. Rumo às Ilhas Solitárias, em busca dos sete amigos desaparecidos do pai do rei Cáspian, eles encontram um dragão, uma serpente do mar, um bando de criaturas invisíveis, um mágico e o próprio Aslam, o Grande Leão, que os presenteia com uma promessa muito especial.
 
Sem dúvida esse foi uma das crônicas que mais gostei. Edmundo e Lúcia voltam para Nárnia com seu primo Eustáquio e são resgatados pelo rei Cáspian. Nessa história podemos conhecer melhor a pessoa de Cáspian, pois já se passaram três anos em Nárnia e ele já está plenamente estabelecido como rei. Então sai com alguns homens em busca dos fidalgos que seu Tio havia enviado até o fim do mundo.
O Peregrino da Alvorada

Lúcia passa por uma transformação ao longo do livro, ela começa a se conhecer melhor e entender que nunca será igual a sua irmã, pois ela é outra pessoa, que tem virtudes e defeitos também. Senti em várias partes do livro o tanto que Lewis gosta dessa personagem. Sei que quando ele criou essa personagem foi em homenagem a uma menina que conhecia, então acredito que ela tenha várias características dessa criança em questão.
 
Rei Edmundo
Edmundo está louco para mostrar seu valor a cada momento. Pedro não está lá, e todos o respeitam como um dos grandes reis. Cáspian é quem se sente mais atingido por essa pressão. E em uma das ilhas ele até desafia Edmundo por ele dizer que não é um súdito de Cáspian. Não como é como no filme, que essa cena foi realizada de forma inversa, sendo Edmundo a provocar Cáspian.
 
Eustáquio como dragão
Eustáquio é exatamente como no filme, extremamente chato. Sério. Não sei como os primos o aguentavam. Mas no livro, podemos ver que todo aquele comportamento foi criado por influência direta de sua mãe e também por sua imaturidade. Muitos atos cometidos por ele ao longo do filme, causa uma série de confusões por ele ser simplesmente travesso e não uma pessoa má.
 
Rei Cáspian e Rei Edmundo
Aslam aparece muito, mas em muitas cenas mesmo deste livro. Ele é uma figura recorrente, mas não está o tempo todo com eles. Ele só aparece nos lugares e para as pessoas que precisam vê-lo. Algo que senti muita falta no filme. Uma das partes favoritas do livro para mim, foi quando Aslam retira a couraça de dragão de Eustáquio. Podemos sentir o quanto é dolorido o processo, e como foi retirado camada por camada e depois ele ainda precisava ser purificado em um lago, para depois voltar a sua forma normal.
 
Eustáquio, Rei Edmundo, Rainha Lúcia e Rei Cáspian
A história da crônica é marcada por várias aventuras diferentes em cada ilha. Não há relação entre elas, mas cada uma traz um ensinamento diferente o que faz você ficar totalmente envolvido e ávido pela nova aventura.
 
Rainha Lúcia a bordo do Peregrino
Agora vamos falar da adaptação cinematográfica, finalmente percebi o motivo pelo qual foi um fracasso. O roteirista não respeitou esse senso de aventuras, mas quis unir algumas das histórias (pois a grande maioria não foi retratada) com uma tal nevoa verde que era o “mal” que eles tinham que vencer. Não é preciso dizer que isso não existe no livro né? Colocou personagens que não existiam para suprir o vácuo da grande mudança na história e deixou Edmundo muito apagado na história toda.
 

No filme, Edmundo fica sendo atormentado pela Feiticeira Branca enquanto Cáspian fica atormentado por supostas cobranças de seu pai. Não existe isso no livro, infelizmente o filme tirou o foco do que deveria ser… A história toda é para descrever como Aslam vai ajudando cada um com as suas dificuldades interiores, à medida que vão passando por diversas aventuras. Só posso dizer que o filme é decepcionante e não chega aos pés do livro.

 

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