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Especial Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa

11/12/2014

 

Crônica: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa

 

Série: As Crônicas de Nárnia

 

Editora: WMF Martins Fontes
 
Sinopse: Conta a história sobre as aventuras de quatro irmãos na Inglaterra assolada pela Segunda Guerra Mundial, quando eles entram no mundo de Nárnia através de um guarda-roupa mágico, enquanto brincavam de ‘esconde-esconde’ na casa de campo de um professor idoso. Lá, as crianças descobrem uma terra encantadora e tranquila, porém condenada pela bruxa malvada a viver num inverno sem fim. Guiadas pelo seu nobre governante, o leão Aslam, as crianças lutam para anular o poder da bruxa sobre Nárnia.

 

O menino Digory que conhecemos na primeira crônica cresceu e se tornou professor, indo morar em uma zona afastada de Londres. Em pleno campo morava com uma governanta e três criadas num imenso casarão. Numa noite recebeu quatro crianças que passariam uma temporada com ele enquanto havia guerra e consequentemente, ataques aéreos em Londres.
Lúcia, Susana, Pedro e Edmundo juntos em Nárnia pela primeira vez

Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia logo perceberam a imensidão da casa e o tanto que a governanta era rigorosa. Em dias chuvosos tentavam brincar na própria residência, em dias luminosos faziam jogos ao ar livre. Em um desses dias chuvosos Lúcia encontrou um guarda-roupa em uma sala vazia que a levou para o fabuloso mundo de Nárnia. Conhecendo o fauno Sr. Tumnus, e travando com ele logo uma amizade. Infelizmente Sr. Tumnus trai a confiança de Lúcia e informa a feiticeira branca sobre a presença de humanos em Nárnia. Para se redimir tira ela de Nárnia em segurança. Essa feiticeira é a mesma que ficou em Nárnia na primeira crônica e se chamava Jadis. Ela condenou Nárnia a um inverno sem fim, e sem natal.
 
Lúcia e o Sr. Tumnus
 Quando Lúcia retornou seus irmãos não acreditaram nela até que por uma situação mais a frente seu irmão Edmundo acabou indo parar em Nárnia. Apesar de voltarem juntos de Nárnia, Lúcia e Edmundo, na segunda visita de Lúcia ao Sr. Tumnus, ele negou toda a verdade. Na realidade ele havia conhecido a feiticeira e feito um acordo com ela.
Na terceira visita acidental a Nárnia é quando a aventura de fato começa. E é quando o caráter de cada uma das crianças é testado. Eles não tinham um relacionamento muito bom como irmãos. Discutiam, não eram tão unidos, mas ainda assim eram irmãos e estavam sempre tentando cuidar uns dos outros. Principalmente Pedro e Susana, os mais velhos. Com a presença deles em Nárnia a profecia começava a se cumprir, chegando também o natal.
 
A feiticeira com Edmundo
Durante todo o inicio da história Edmundo se mostra incrivelmente incessível e totalmente egoísta. Não pensava no bem estar de ninguém além do seu, muito menos de seus irmãos. Era visível a inveja nutrida sobre Pedro, por isso qualquer intervenção de seu irmão mais velho não era bem recebida. Com o coração cheio de sentimentos ruins não conseguia sentir a luz e a paz que até mesmo o nome de Aslam trazia para todos, inclusive para seus irmãos. Só as pessoas ruins se incomodavam ou sentiam repulsa. Mas Edmundo não era ruim, apenas estava confuso. O que se pode notar é que ao ouvir o nome de Aslam ou se encontrar com ele, as pessoas e seres viam a sua própria deficiência, seus defeitos, então isso os tornava com raiva ou submissos a algo maior que eles.
Quando Edmundo vê a feiticeira branca transformar vários animais que estavam comemorando o natal em estátua é quando realmente percebe que as coisas estão erradas. Chega a clamar por clemência para os animaizinhos, porém não é ouvido, pelo contrário é duramente repreendido pela feiticeira. Nessa parte do livro seu coração e mente começa a passar por uma transformação. A maturidade chega e seus pensamentos de criança e conceitos errados são lançados por terra. Então ele começa a apreciar a beleza de Nárnia, a luz entra em seu coração e tudo ganha cor e vida. A frieza e escuridão viram passado para ele.
Tem uma parte muito interessante que fala sobre a feiticeira, quando o acampamento dela é atacado para Edmundo ser salvo, ela dá aparência daquilo que não é como se fosse. Ela se camufla e ninguém a vê, e acabam vendo algo que não é verdadeiro. E nesta parte encontramos uma das muitas metáforas de C. S. Lewis. Temos que ter cuidado e saber discernir o que é verdadeiro do que é falso.
O livro todo está cheio de metáforas e isso é um grande aprendizado para as crianças. Questões de ética, caráter, boas ações, ajuda ao próximo são amplamente abordadas e incentivadas a sua prática.
Os irmãos prontos para a batalha
A adaptação cinematográfica feita pela Disney em parceria com os estúdios Walden Media dirigida por Andrew Adamson foi lançada em 2005, tendo sido um sucesso. Usaram um orçamento de 180 milhões com um retorno de mais de 745 milhões. Como havia visto o filme antes, agora posso comparar que eles mudaram poucas coisas e foram extremamente fiéis. Claro que é impossível retratarem tudo com fidelidade e que cortaram alguns pedaços, mas nada que prejudicasse o conteúdo ou o que Lewis queria passar com a história. O fato é que no filme não podemos sentir tanto o ponto de transformação de Edmundo como sentimos no livro. Apenas no final do filme seus pensamentos e sentimentos são realmente expostos através de atitudes. Com atitudes traiu e com atitudes se redimiu.


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2 Comentários

  • Reply Isabella Abreu 15/12/2014 at 5:12 pm

    Oi! Adorei o post! As crônicas de Nárnia é minha paixão… beijo!

    http://www.livrologias.com/

  • Reply Kelen Vasconcelos 15/12/2014 at 11:46 pm

    Oi Isabella!
    Fico feliz q tenha gostado, o especial está a todo vapor.
    Logo trarei a resenha de mais uma crônica ^^
    Bjo

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